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SEMINÁRIO: Tecnologia pode ajudar a devolver demanda ao setor

31/08/2017 | Seminário Nacional NTU

No último dia do Seminário NTU 2017, nesta quinta-feira (31/8), a oficina de ITS (Sistemas Inteligentes de Transporte) discutiu soluções para aprimorar a oferta de serviços ao usuário

Entre os destaques e informações da oficina de ITS (Sistemas Inteligentes de Transporte), dividida em três painéis, merece atenção a avaliação dos participantes do segundo painel, "Rumo à retirada do dinheiro". Ambos concordaram que o principal desafio é a integração de todas as tecnologias no sistema de bilhetagem. Abel Alarcon tocou num ponto que preocupa o setor, a redução na quantidade de passageiros e sugeriu que as novas tecnologias ajudarão a trazer de volta os passageiros se levar em consideração todos os tipos de usuários e criar meios de pagamento apropriados para cada um. "Assim, facilitando o acesso para todos, para que esse usuário volte ao transporte público, volte a andar de ônibus", argumentou o representante da Digicon.

Milton Silva Jr. foi direto e garantiu que a tecnologia vai ser o "salvador da pátria" do setor. Ele acredita que com isso os custos serão reduzidos. Deu como exemplos de novas tecnologias para a bilhetagem QR code, smartphones, telemetria e cartões bancários. Os membros do painel acreditam que a tecnologia vai otimizar o processo e atrair novas receitas, melhorando a experiência do usuário e tornando o sistema mais eficiente.

O sistema de transporte público foi alvo do primeiro painel da oficina de ITS (Sistemas Inteligentes de Transporte) , com o tema  "Produtividade, produtividade e produtividade", moderado por Velton Pereira, do Consórcio BRT/RJ. Segundo os participantes do debate, a tecnologia é essencial para alavancar o setor.

Um dos debatedores, Maurício Corte (Clever Devices), alertou para a necessidade de investimento em construções integradas e afirmou que é a tecnologia que garante confiabilidade ao serviço. "Carecemos de inteligência. Business intelligence, que o usuário receba uma informação confiável e possa contar com o dispositivo de mobilidade. Precisamos colocar a tecnologia a favor do empresário. Planejamento para isso é essencial", ressaltou.
Também fizeram parte desse painel Valter Luiz da Silva (BGM Rodotec), Paulo Fraga (Cittati), Jefferson Arrivabene (Giro), Marco Muniz (M2M), Alexander Hammerschmidt (Transoft) e Victor Celada de Carvalho (Goal Systems).

O dilema do custo

Outro tema abordado no debate foi custo. Segundo os representantes, a grande barreira é o custo. A tecnologia tem um preço e de acordo com os participantes do painel, agora é o momento de trazer o aprendizado às empresas do setor para que o resultado esperado seja atingido. O representante da Clever Devices, Maurício Corte, ainda sugeriu que o setor encare a tecnologia como investimento e não como custo.

Outra questão em evidência no painel foi a falta de protocolos padronizados, um dos maiores problemas no setor. O representante da Transoft, Alexandre Hammerschmidt, sugeriu que a NTU ajudasse o setor a definir padrões criando uma comissão para discutir o tema.

O segundo painel "Rumo à retirada do dinheiro" discutiu como a tecnologia pode ser utilizada para bilhetagem dentro dos ônibus. Rubens Gil Fernandes Filho, representante da Autopass/SP , mediou e aproveitou o gancho do primeiro painel para introduzir o tema "revolução digital" e como isso vai impactar a bilhetagem. Entre os participantes estavam: Jaílson Felisbino (Dataprom), Abel Alarcon (Digicon), Milton Silva Jr. (Empresa 1), Júlio Grillo (TACOM), Rafael Teles  (TransData) e Leonardo Ceragioli (Prodata).

Sistemas mais seguros

A última oficina do evento "O futuro começa agora" contou com a presença de
Dimas Barreira, do Sindiônibus/CE, que mediou e iniciou a discussão perguntando como o setor pode usar a tecnologia para atender às expectativas dos usuários. Os participantes Ernesto Pesochinsky (Mobileye), Gabriel Feriancic (Poli-USP), Francisco Giacomini Soares (Qualcomm), Gregório Pires da Silva (Telit) e John Krumheuer (Trimble) explicaram que uma das melhores formas de usar a tecnologia no setor é adotar um protocolo padronizado e métodos compartilhados para obter dados.

De acordo com Gregório Pires da Silva, "Se todos colaborarem e compartilharem os dados, teremos sistemas mais seguros e custos mais baixos". Gabriel Feriancic afirmou que no Brasil, o custo é a maior preocupação do setor atualmente e com isso esquecemos da qualidade dos serviços. Ele também deixou claro que no Brasil nem todos os usuários têm acesso à smartphones e outros dispositivos, como é o caso em outros países, assim dificultando a implementação de certas tecnologias.

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