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Entidade lança guia e grupo de troca para melhorar qualidade dos ônibus

29/05/2019 | Geral

Se você pudesse melhorar os ônibus de sua cidade, qual problema atacaria primeiro? A demora? A lotação? A falta de abrigos?

Para ajudar as prefeituras a fazer escolhas como esta, o instituto de pesquisa WRI Brasil (Instituto de Recursos Mundiais, na sigla em inglês) lançou nesta semana um guia sobre avaliar a qualidade do serviço de ônibus, voltado para as prefeituras e empresas.

O material detalha como realizar pesquisas de satisfação e como criar indicadores para monitorar a qualidade do transporte e, assim, identificar quais problemas incomodam mais aos passageiros. Com isso, é possível atacar primeiro as questões de maior reclamação.

Para medir a qualidade do serviço, o guia elenca 16 itens, como a facilidade de chegar até os pontos de embarque, a frequência em que os ônibus passam, a rapidez da viagem, o conforto dos veículos, a facilidade de pagamento e o custo da passagem. O modelo de medição foi criado a partir de normas usadas na União Europeia.

Para a etapa seguinte, a de resolução de problemas, o WRI criou um grupo de troca de experiências. Hoje, ele possui dez representantes, de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza. O grupo está aberto a outras cidades e empresas operadoras que queiram participar. Há reuniões presenciais, conversas virtuais, visitas técnicas e estudos de caso, entre outras ações.

Além da busca de soluções, o grupo também permite comparações entre as cidades. Assim, lugares que estão avançando mais rápido podem ser identificados e compartilhar bons exemplos.

Algumas das ideias que circularam neste grupo foram as iniciativas de criar um aplicativo para receber denúncias de assédio e de colocar alertas na lataria sobre os pontos cegos do motorista de ônibus, de modo a evitar acidentes, especialmente com motos. As duas ideias vêm de Fortaleza.

O transporte por ônibus vêm perdendo passageiros no Brasil e em várias cidades do mundo. No Brasil, os ônibus urbanos das capitais perderam em média 25,9% dos usuários desde 2014, segundo estudo da NTU, associação empresarial do setor.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

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